Documentário Elevado 3.5

agosto 12, 2010 by andre eichemberg  
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Confira o trailer do excelente documentário Elevado 3.5.

argumento, pesquisa e direção
JOÃO SODRÉ. Arquiteto e urbanista formado pela  Paulo pela FAU/USP
MAÍRA BÜHLER. antropóloga pela Universidade de São Paulo
PAULO PASTORELO. Arquiteto e urbanista formado pela FAU/USP

uma produção
PRIMO FILMES

site: http://www.elevadotrespontocinco.com.br/

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Jun Nakao: o invisível que costura

O invisível que costura

por Maria Júlia Barbieri

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O som em uma das salas de desfile no edifício da Bienal do Parque do Ibirapuera era fantasioso. Algumas harmonias herméticas e deslizantes conduziam os passos de modelos que adentravam na passarela adornadas com perucas playmobil e uma maquiagem gráfica preta que realçava apenas os lábios e as sobrancelhas. O universo lúdico de Jun Nakao se revelava. A face geometrizada de cada modelo escondia suas dobras de pele em um rosto único, todas continham a mesma expressão de boneca, que se estendia ao corpo coberto por um macacão preto. Toda essa produção foi minimamente pensada entorno daquilo que faria de sua coleção, talvez, uma das mais polêmicas da história do São Paulo Fashion Week.

Elas desfilavam modelos de papel.

Vestidos, saias e blusas, dobrados, costurados, estampados minuciosamente por mãos de artesão. Origamis vivos e brancos fluíam num cenário sublime. As dobras milimetricamente marcadas no papel vegetal se metamorfoseavam entre memórias de vestidos do século XVIII e roupas de arlequim. Era possível perceber, ou ao menos imaginar, o tempo necessário para que cada peça fosse produzida, meses de delicadeza e imaginação que traziam exatamente o significado da coleção de Nakao: o tempo.

Um tempo que guarda em si uma existência única. Eternizado por um momento que durou apenas alguns minutos. No final do desfile, todas as modelos em fila, sob uma luz estroboscópica e um som ruidoso, rasgaram suas roupas de papel, desmontaram toda a coleção diante o olhar perplexo de centenas de pessoas.

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A única sobra desse acontecimento está presente no livro do estilista chamado “A Costura do Invisível”, no qual está presente todo o processo de criação e confecção das roupas, além do desfile documentado em DVD. Num limiar entre obra de arte e moda, essa coleção de Nakao questiona alguns conceitos essenciais da contemporaneidade.

Falemos então sobre o tempo. A coleção de Nakao não se esgota em si mesma, ela necessita do tempo para existir. O tempo de criação, de confecção e destruição da roupa é também o processo de criação, construção e destruição do próprio tempo. Talvez o sentido último desse tempo seja exatamente esse invisível que costura. A costura do invisível que nomeia o livro não é senão a costura que o tempo faz, a realidade que ele tece com seus fios de vida entrelaçados. Como na duração bergsoniana.

Esse tempo que Nakao torna visível de uma forma poética trata o efêmero, o passageiro, o fulgaz e volátil tempo do contemporâneo tão bem explorado pelo mundo fashion, no qual as coleções, para se adequarem às necessidades do mercado, precisam, necessariamente, ser antecipadas. No mundo da moda inverno é verão e verão é inverno, um tempo paradoxal.

Já falamos sobre o sentido último do tempo, falemos agora sobre o sentido último da roupa. O sentido dessa coleção não está na idéia do vestir, e sim na idéia do despir. Rapidamente resgatemos o significado dessas duas palavras. Dentre os diversos significados de vestir, primordiamente encontramos: proteger. No entanto, em sentido figurado encontramos: disfarçar-se. O sentido primeiro da roupa, na pré-história, sem dúvida nenhuma era a proteção; atualmente a roupa é mais disfarce que proteção.

Despir significa desnudar, descobrir. É então no despir, que Nakao encontra o sentido último da roupa. A destruição, a nudez das modelos ao final do desfile nos traz novamente o significado primordial da roupa, o reencontro com um corpo despido e não disfarçado, que necessita de proteção. Mais uma vez o paradoxo.

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Porque o papel?

As primeiras roupas da antiguidade eram confeccionadas com fibras provenientes de algumas espécies vegetais, dentre elas o papiro, de onde se extraíram os primeiros pergaminhos de papel. Nakao então resgata a essência da vestimenta através de sua matéria-prima: o papel.

Todo o processo de criação dos modelos numa coleção também se dá sobre o papel, a estrutura, a modelagem, os cortes. Nakao mostra então seu processo, seu projeto original. No entanto, um projeto acabado, esculpido, desenhado e costurado sobre a delicadeza e fragilidade de uma matéria que gasta, amarela e rasga com o tempo. Vulnerável e suscetível a qualquer movimento se permite destruir, e por fim se tornar invisível. Um invisível que traz em sua costura o próprio tempo.

Site do estilista http://www.jumnakao.com.br/

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100 metros de existência…

por Maria Júlia Barbieri.

100 metros de existência

Trabalho instigante do fotógrafo dinamarquês Simon Hogsberg, “100 metros de existência” ou, “Todos caminhamos para a morte” é uma obra prima da fotografia e porquê não do cinema. Durante 21 dias com sua câmera localizada nos arredores de uma estação de metrô em Berlim, o fotógrafo captou 178 pessoas que caminhavam no local. O resultado é uma imagem imensa de 100 metros de comprimento e 78 cm de altura que desperta no observador a curiosidade sobre cada persona captada por suas lentes, fazendo com que o próprio observador crie em seu imaginário, estórias, conversas e reflexões sobre pessoas comuns que caminham na cidade. A cidade, aliás, é tema recorrente do artista, bem como os pedestres que caminham por suas ruas. Mas o mais interessante é que em seu trabalho, Hogsberg captura de forma extraordinária a existência humana espontânea, revelando afetos comuns que todos sentimos: trsiteza, solidão, raiva, cansaço etc… No entanto, todos esses sentimentos estão congelados para que possamos contemplá-los!!!!

Imperdível!

http://www.simonhoegsberg.com/

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Academia de ciências da California – Museu de História Natural

outubro 2, 2009 by Sylvia Soares  
Filed under AUDIOVISUAL, INTERNACIONAL, SUSTENTAVEL

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Nome do Projeto: California Academy of Sciences

Ano: 2007

Arquiteto: Renzo Piano *

Fotos: Mike Chino

Site da Academia : http://www.calacademy.org/ (Algumas fotos e desenhos e infomações complementares)

Pois bem amado mestre e queridos amigos de classe, nesta nova era onde o sustentável deixa de ser moda e passa a ser uma necessidade global, tudo e todos tentam adequar-se  a esta nova realidade. Um belo exemplo disso é a ACADEMIA DE CIÊNCIAS DA CALIFÓRNIA , que possue um aquário, um planetário, um museu de história natural e instalações de pesquisa e ensino, sua cobertura é um telhado verde e possue muitas características sustentáveis. Alguns dos  intuitos dessa obra é  explorar, explicar e proteger o mundo natural.

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Design???

outubro 1, 2009 by vanessa novais  
Filed under AUDIOVISUAL

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Obra: Falkirk wheel 

Ano: 1194

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toda forma de expressão

outubro 1, 2009 by paulaborges  
Filed under ARTDESIGN, AUDIOVISUAL

ernesto

No início da carreira, sua trajetória é marcada pelas obras dos artistas José Resende  (1945) e Tunga  (1952) na exploração da articulação formal e simbólica entre matérias diversas. Suas esculturas  que são compostas por elementos em tecido de lycra , algodão  e poliamida  e recheados com bolinhas de chumbo, polipropileno , especiarias, miçangas, espuma  e ervas , entre outros. Muitas vezes a união entre esses elementos cria grandes redes que já foram chamadas de colônias pelo artista. A mistura de materiais inusitados com a utilização de tensão, força, resistência e equilíbrio é o que aguça a curiosidade do espectador da obra.

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ponte entre minas e o japão

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Obra: Memorial da Imigração Japonesa

Arquitetos: Gustavo Penna e Mariza Machado Coelho

Concepção Artística: Paulo Pederneiras, do Grupo Corpo

Local: Parque Ecológico da Pampulha, Belo Horizonte – MG

Elemento Construtivo: Aço

Ano: 2009

Imagens: Revista aU

Por: Rafaela Perinelli

O monumento que agora compartilha o espaço com obras arquitetônicas de Oscar Niemeyer, propõe uma nova cara para a Pampulha e um novo espaço para reflexão e celebração entre culturas distintas.

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LEVEZA, TRANSPARENCIA E MINIMALISMO

outubro 1, 2009 by vanessa novais  
Filed under AUDIOVISUAL

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Arquiteto: Bernardo Gómez-Pimienta (Studio BGP) e Luis Enrique Mendoza

Obra: Casa GDL – 1

Ano/ Local: 200/2005, Mexico

Programa: Residencia

Fotos: http://www.cbca-iabr.org.br/nsite/site/noticia_visualizar.asp?CodNoticia=3298&Secao=0&Pgn=1

Por: Vanessa Novais Read more

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CASA BOXE

setembro 30, 2009 by vanessa novais  
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Arquiteto: Alan Chu & Cristiano Kato.

Obra: CASA BOXE

Ano/ Local: Ilha Bela, SP.

Programa: Residência

Fotos: diversas fontes

Por Vanessa Novais

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entrevista. tezuka architects

setembro 27, 2009 by andre eichemberg  
Filed under AUDIOVISUAL, CONTEMPORÂNEO

por andré teruya eichemberg – edição e tradução

ver também em monolitho: fuji kindergarten por Paula Fernanda Borges e Marcos Vinícius Buzatto.

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art design Frames. richard serra

setembro 26, 2009 by andre eichemberg  
Filed under ARTDESIGN, AUDIOVISUAL, ESTRUTURA, FOTOGRAMA, URB

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richard serra_litogravura

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Richard Serra, escultor norte-americano.

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biblioteca central de Seattle – rem koolhaas

setembro 24, 2009 by vanessa novais  
Filed under 3D, AUDIOVISUAL, CONTEMPORÂNEO, INTERNACIONAL

architecture week.com

architecture week.com

Arquiteto: Rem Koolhaas
Obra: Biblioteca Central de Seattle
Ano: 2004
Programa: Biblioteca
Fotos: fontes diversas

Por : Vanessa Novais

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MUBE . paulo mendes da rocha

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Obra: Museu Brasileiro de Escultura
Arquiteto: Paulo Mendes da rocha
Material: Concreto Armado
Periodo de Construção: 1987 a 1995

Fonte:  revista eletrônica Vitruvius

revista architectura pt

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o museu das linhas invisíveis

setembro 22, 2009 by maria julia barbieri  
Filed under AUDIOVISUAL, CONTEMPORÂNEO

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ARQUITETO: DANIEL LIBESKIND

http://www.daniel-libeskind.com/

OBRA: JEWISH MUSEU (MUSEU JUDEUDE BERLIM)

http://www.juedisches-museum-berlin.de/site/EN/homepage.php

ANO: 1999

IMAGENS: Maria Júlia Barbieri

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por Maria Júlia Barbieri

Berlin -01:00 52°30′ N 13°22′ E

Uma grande superfície metálica reflete algumas luzes que iluminam a rua. O vento frio, o ar gelado e a ausência de qualquer vestígio humano fazem com que tudo pareça imóvel e silencioso, mas de uma imobilidade e um silêncio tensos, como aqueles que precedem o momento da explosão. A superfície lisa de metal afeta como a sensação de arrepio que sobe pela espinha e levanta os pêlos do braço, como uma aranha deslizando numa uma superfície muito lisa. Parece não haver nenhuma abertura acessível ao corpo, uma porta ou qualquer coisa do tipo. Aliás, toda essa grande superfície traz uma vaga lembrança do monolito de 2001[1], uma presença de algo indecifrável e estranho, algo que hipnotiza, ao mesmo tempo em que amedronta. Gelado. Gosto de aço inoxidável. Alguns rasgos oblíquos e estreitos a cortam, mas nada mostram de seu interior. Por onde penetrá-la?


[1] 2001: Uma odisséia no espaço é uma produção dirigida por Stanley Kubrick que tem como tema a descoberta do espaço pelo homem. “O monolito negro, além de servir de ponto de transformação dos rumos da Terra, é responsável pelo maior enigma do cinema. Sem resposta clara ou explicação convincente, ninguém, a não ser Kubrick, poderá nos elucidar o mistério que envolve o filme. Sua construção linear sobre a evolução humana parece corromper a visão que temos da vida e do universo. Sua metamorfose intergalática nos confunde e assusta. A linearidade pode não ser verdadeira.” RIBEIRO, Thiago. “… e Deus criou o universo”. Revista Eletrônica Cinemando no 4. fev.2003. Disponível em: < http://www.cinemando.com.br/arquivo/filmes/2001.htm> Acessado em 10 jun. 2006

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art design frames. amilcar de castro

setembro 22, 2009 by andre eichemberg  
Filed under ARTDESIGN, AUDIOVISUAL

amilcar4amilcar1amilcar5

Amilcar de Castro – pintor, escultor, designer gráfico.

http://www.amilcardecastro.com.br/

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koolhaas houselife.maison bordeaux

setembro 22, 2009 by andre eichemberg  
Filed under AUDIOVISUAL, CONTEMPORÂNEO, ESTRUTURA

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Arquiteto: Rem Koolhaas
Obra: Koolhaas HouseLife (DVD-livro) – Maison Bordeaux
Ano: 1998
Projeto estrutural de Cecil Balmond/Arup
Autores: Ila Bêka e Louise Lemoîne.
Produção: Itália. Bêkafilms, 2008, 200 p; DVD filme color, 58 min.
Maquete: Amália Luisa Poiani, Ana Carolina Braz Castro, Paulo Roberto Serrano
Fotos: fontes diversas
Vídeos: trailer Bêka Films, YouTube

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