“O Sagrado sobre a água” – Igreja na Água. Tadao Ando

julho 28, 2010 by Talita Tiemi  
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Um caminho tortuoso, envolto com um grande muro em L; e daqui tenho somente a percepção de um murmúrio longínquo de água corrente.

O som provoca expectativa, o que será que vou encontrar adiante? Meus olhos estão limitados pelo muro. O muro protege o segredo, num mistério que me intriga.

Ao longo do caminho o obstáculo imposto a minha visão se desfaz e o segredo se revela.

Através de uma pequena abertura, vislumbro repentinamente um grande lago. A água faz flutuar a cruz de ferro e a capela. Momento em que a luz vinda do céu, o som das águas, a paisagem do entorno e o vento gelado trazem consigo a santidade, em uma explosão de sensações.

A capela se compõe de dois cubos sobrepostos com dimensões diferentes. É a pureza da forma; a simplicidade das caixas.

Por uma abertura no concreto do cubo menor, deparo-me com uma escada que da acesso a um cubo de vidro, onde o translúcido faz inundar o local de luz. Me encontro acompanhada, confundida, misturada com a luz e com as quatro grandes cruzes, em que seus braços quase se tocam, em um instante magistral.

Mais adiante a uma escada, agora escura; grito evidente do contraste entre a luz e a sombra .

Desço a escada até chegar na parte de traz da capela.

Dentro o silêncio se faz som. É o som da natureza diluída com a fé, em que o concreto emoldura a paisagem.

O divino, dando a alma que busca conforto, o alento.

Um olhar sobre a capela; monumento tão simples e tão imponente, com seu concreto aparente e frio, totalmente fundida com seu entorno.

Forma e espaço intrinsecamente ligados em uma relação exterior e interior. Um projeto que recria e define as experiências religiosas.

PLANTA

Imagens:

Créditos: http://www.clarkart.edu/exhibitions/ando/ando.html

Livro Tadao Ando – Masao Furuyama

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Espaço Contínuo: Jussieu e Zeebrugge

julho 13, 2010 by evandro fiorin  
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De acordo com Zevi, os templos gregos não possibilitavam a incursão ao espaço interior da arquitetura podendo ser entendidos como invólucros escultóricos. Com o surgimento das basílicas, a arquitetura pôde então ter uma de suas principais qualidades definitivamente experimentadas: o espaço interior. Entretanto, uma incursão a este espaço, como ao exemplo do panteão romano, ainda circunscrevia um sentido limitado, fechado, hermético.  Apenas com os conceitos colocados pelas vanguardas modernistas o abrigo enclausurado da tradição arquitetônica seria subvertido. Emerge então, nesse período, a noção de continuidade entre interior-exterior, de maneira a tornar a arquitetura dissoluta na paisagem. No entanto, para muitos arquitetos modernistas, essa continuidade entre interior-exterior era simplesmente amparada por uma representação literal, traduzida pelas transparências geradas por grandes panos de vidro.

No projeto acima de Rem Koolhaas para as bibliotecas de Jussieu (1992), na França, essas preocupações são levadas às últimas conseqüências já que os pisos se dobram e, ao mesmo tempo, descortinam uma paisagem que interpenetra o edifício envidraçado. O externo passa a fazer parte do interno. Uma outra situação mais emblemática é o projeto para o Terminal Marítimo de Zeebrugge (1989), também do mesmo arquiteto holandês, em que a gigantesca escala do edifício constrói uma paisagem que se basta por si mesma. Nessa estação intermodal seria possível estabelecer um cabal encontro entre arquitetura, terra, céu e mar, em uma indistinção entre o que é interior ou exterior; natureza e construção.

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Espaço Digital: do ZKM ao 3DTF

julho 13, 2010 by evandro fiorin  
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O Movimento Moderno apenas aparentemente solucionou o problema da eliminação da fachada nos edifícios, já que a ironia pós-moderna deu novo fôlego ao frontispício para a comunicação visual de imagens. Nesse sentido, a partir da agregação de elementos imagéticos de anúncio e da associação de instrumentos tecnológicos para a comunicação em âmbito arquitetônico, a produção das últimas décadas reforçou o sentido de elevação principal. Entretanto, essa condição não parece encerrar um retrocesso, ao contrário, abre caminho para uma nova experimentação, tal como na grande membrana de vídeo para o Centro de Arte e Tecnologia ZKM, em Karlsruhe (1989), de Rem Koolhaas.

Essa tela digital de dimensões descomunais que recobre a fachada do projeto do arquiteto holandês configura uma construção mestiça que se constitui pela possibilidade de desmaterializar as propriedades do espaço arquitetônico. Essa idéia, aliada à utilização de representações digitais na produção da arquitetura contemporânea, têm mostrado que o princípio da materialidade do espaço vêm sendo paulatinamente testado até ser levada às últimas conseqüências em trabalhos como os do grupo de arquitetos Asymptote Architecture, conformado por Hani Rashid e Lise Ann Couture.

Isto porque, nos projetos dessa equipe, seja no Guggenheim Virtual (acima), quanto no 3DTF, (Virtual Trading Floor for the New York Stock Exchange’s) (abaixo), já não há mais elevações principais, nem fachadas, há a concatenação de um continuum sensorial ilimitado, porque seu corpus arquitetural é um processo de hibridização resultante das potencialidades do “cyberspace”, ou seja, um espaço digital.

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The Second Sun, um segundo Sol.

Uma das maiores conseqüências visíveis deixadas em Chicago pela crise econômica mundial de 2008 foi sem dúvidas, o grande rombo na superfície da cidade feita pelo gigantesco arranha-céu projetado pelo “celebradíssimo” (segundo thechicagospire.com) arquiteto, Santiago Calatrava. O projeto tratava-se da construção de uma torre que seria a edificação residencial mais significante do mundo. Com seus 610 metros de altura, prometia ainda, ser a maior torre estadunidense construída.

Decorrentemente, criou-se uma enorme cratera com 26,40 metros de diâmetro e 22 metros de profundidade num terreno circundado por um rio e um lago próximo à Michigan Avenue.

Uma vez que o projeto inicial teve sua maquete de formato sugestivo descartada, juntamente com a possibilidade de construção de outro arranha-céu em seu lugar, o Chicago Architectural Club tomou a iniciativa de criar um concurso para que estudantes e profissionais da arquitetura do mundo inteiro, tivessem a oportunidade sugerir o destino, ainda que temporário, do local.

No entanto, ninguém foi mais criativo que Alex Lehnerer, Meghan Funk e Lyndsay Pepple da própria cidade. A proposta consiste inicialmente num grande balão luminoso e amarelo, o “second sun”. Como uma forma de “rolha” alternativa para o problema, o Second Sun (ou o segundo sol), ora taparia o grande buraco, ora estaria suspenso no ar preso por cabos. “A estrutura pode atingir grandes alturas. Nenhum ponto de vista de Chicago é melhor do que um piso a uma altura superior a 2000 pés. Valhamos ainda a concorrer com as estruturas mais altas do mundo, podemos simplesmente comprar mais alguns cabos” diz a prancha à deboche. O projeto liderado por Lehnerer, não só se mostrou o mais inusitado, como também abordou o “buraco” de tal maneira a qualificá-lo como uma entidade já existente, irremediável, o projeto desenvolve-se a partir dele sem a retirada de sua essência, enquanto os demais participantes, fizeram dele um outro projeto.

A estrutura flexiona-se ainda, a ponto de “escolher com liberdade” qualquer dos quatro patamares abaixo do que seria o lobby para ser seu piso térreo, de acordo com a altura em que o balão se encontrar. Todo o complexo (ou the hole site) caracteriza-se como um local de convívio e lazer, que além de contar com o buraco (1), conta ainda com um cul-de-sac (2), com piscinas (3), campo de futebol (4) e quadras de basquete (5).

As pranchas contidas neste post foram cedidas pelo líder do grupo autor, Alex Lehnerer, ao monolitho para este fim.

outras informações sobre o concurso podem ser encontradas no http://www.chicagoarchitecturalclub.org

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Fujimoto e Ishigami. Entre o futuro primitivo e a natureza ambígua do espaço

maio 29, 2010 by andre eichemberg  
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Texto publicado originalmente na Revista Vitruvius.
André Teruya Eichemberg e Maria Júlia Barbieri
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Ambos, Sosuke Fujimoto e Junya Ishigami fazem parte da nova geração de arquitetos japoneses que, além deles, inclui outros importantes nomes, como Tezuka Architects, Shigeru Ban e Sanaa-Kazuyo Sejima, todos com visões instigantes e inovadoras do espaço e do fenômeno arquitetônicos, e das relações profundas entre arquitetura e cidade. O que destaca os dois primeiros é a inusitada e difícil incursão de pensar a arquitetura a partir do seu início, antes da arquitetura estar solidificada enquanto ciência e arte do construir.

O escritório Sou Fujimoto Architects, localizado em Tóquio, Japão, lançou recentemente o livro Primitive Future, que além de apresentar os principais projetos do grupo, discorre sobre a estimulante e fecunda concepção de futuro primitivo. Esse conceito parte da dicotomia entre a caverna e o ninho, a primeira enquanto concepção criativa e libertadora no espaço e o segundo enquanto exercício funcional e preciso do espaço, e dá corpo a um pensamento arquitetônico que aponta para a solução dessa dicotomia.

projeto future primitive_foto por borix1

Já o jovem e promissor Junya Ishigami ganhou destaque após ser o arquiteto responsável pela obra-instalação do Japão na 11ª Bienal Internacional de Arquitetura de Veneza de 2009 com seu trabalho Natureza Extrema: paisagem de espaços ambíguos, que traduz seu original pensamento da relação intrínseca entre arquitetura e natureza. Ishigami trabalhou durante anos no escritório de Kazuyo Sejima – SANAA e agora desenvolve seu pensamento em trabalhos audaciosos e instigantes. Suas obras mesclam o universo da arte, design, arquitetura e paisagem, como podemos perceber em Table de 2005, uma mesa com 9,5 metros de largura e apenas 3 milímetros de espessura, em Ballon de 2007, uma instalação de um balão de 14 metros de altura e pesando 1 tonelada que flutua sobre os visitantes e o projeto Kanagawa Institute of Technology em 2008 que contém 305 delgadas colunas dispersas aleatoriamente criando uma leveza e transparência singulares ao edifício.

Pavilhão japonês Bienal Veneza. foto por Clan Oda

Arquitetura antes da arquitetura de Sou Fujimoto

A arquitetura de Sou Fujimoto nos transporta para uma experiência do espaço ainda não estratificada, ainda não estabilizada entre os limites da visão de mundo convencional, ainda não dobrada dentro de nós como uma potencialidade que talvez jamais se materialize. Pelo contrário, vivenciamos, de início, o silêncio exuberante e solene que enche o interior da caverna e a virtualidade pura diante de nós. Em seguida, disposições de elementos que são ora piso ora teto, ora ambos, ora alçapão ou clarabóia, mas também ambos. Entre uma linha projetual e a cor branca não há distância, pois é a própria natureza da relação que muda. Não há arquitetura confinada aos limites das suas funções bem conhecidas, pois a percepção ainda sonda as possibilidades da caverna, e a arquitetura ainda terá de esperar séculos para nascer.

Fujimoto apoia-se em seu conceito de futuro primitivo, cuja proposta é de se instaurar, criativamente e projetualmente, no momento antes do surgimento da arquitetura. Sua arquitetura não define uma distinção formal clara entre piso, parede, estrutura, cobertura; nem funcional entre descanso, trabalho, estar, contemplar, permanecer. De certa forma, Fujimoto nos apresenta uma leitura precisa da ambiguidade, instabilidade e fluidez característicos de nossos tempos.

Então, vislumbramos as insinuações de uma alegria inédita, que nos leva para além de tudo o que já havíamos instaurado, consolidado, padronizado. O tempo é o que nos guia nessa jornada, pois a nossa percepção e o nosso corpo, ao atravessarem a caverna com delicadeza e prudência, a modificam, recebendo informações que não estavam esperando. Se há signos, eles são ambíguos, escorregadios, brincalhões, referências provisórias que pontuam os enclaves do espaço indecidível como cantigas de ninar que fizessem jorrar imagens em nuvens mutantes. A cada piscar de olhos, vemos nossa existência refletida em novas nuanças no ambiente à nossa volta, pois, como nossos antepassados rupestres, ainda nos encontramos em estado bruto.

final wooden house. Foto por jeff gaines

Por outro lado, no caso das suaves gradações da luz ambiente na Wooden Final House, a luz climática que vemos interage com as “metáforas reais” das várias funções arquitetônicas (mesa, piso, cobertura, paredes, portas e janelas) à medida que nos movimentamos em meio a essas estruturas pré-arquitetônicas feitas de blocos de madeira.

A Wooden Final House parte de um módulo básico, um bloco de madeira de 35 centímetros quadrados, que em conjunto fazem a função de estrutura e dos possíveis espaços de comer, sentar, deitar, contemplar, descansar, estudar, etc.

As funções emergem do espaço virtual que fervilha de possibilidades e se “materializam” numa talvez-janela ou talvez-porta, para logo dar lugar a outra concretização criativa provisória ou quase-provisória que a nossa percepção estabiliza em meio a esse espaço germinal.

A arquitetura de Fujimoto é esse paradoxal estado arcaico futurista, que, em devir constante, une as duas pontas da história da arquitetura, e nos leva a repensar nossos modos convencionais de experimentar as cidades, suas casas e o espaço urbano, as re-existências que incessantemente se recopiam entre os limites do conhecido, do demasiadamente conhecido e, por extensão, da própria arquitetura contemporânea.

Interior da n house. Foto por j. tobias

Junya Ishigami e a natureza sutil do espaço

A obra Junya Ishigami, apesar de pouco conhecida e divulgada pela mídia, contém uma qualidade inesperada e criativa para a arquitetura nos dias atuais, ligando-se a algumas questões levantadas por Fujimoto. No pavilhão japonês da Bienal Internacional de Arquitetura de Veneza, Ishigami nos transporta para uma outra natureza primitiva do homem com a natureza. Se para Fujimoto o primitivo e o futuro estão ligados conceitualmente ao nos instalarmos antes da arquitetura surgir, para Ishigami há um outro foco dessa relação, pois o que se instala é uma ambiguidade espacial e conceitual entre o homem, a artificialidade e a natureza. Ora vegetação, ora edifício, ora dentro, ora sala, ora estrutura, ora vegetação… o projeto instala-se na incerteza das funções e formas. Essa primordial relação entre universo espacial construído e o delicado e belo tratamento da paisagem foram obtidas pelo trabalho em conjunto com o botânico Hideaki Ohba.

Os limites não ficam claros nem nas relações entre o que é externo e interno, pois natureza e construção são o mesmo, participam de uma mesma matéria informe e enigmática. São as gradações entre diversas escalas que interessam para Ishigami, além da relação gradativa entre natureza e edifício que os torna indistinguíveis entre si.

Desenho Junya Ishigami. Imagem por Darrel Ronald

 Os processos de representação de Ishigami também nos chamam a atenção pela delicada e afetiva rede de associações entre a natureza e o homem. Desenhos pequeninos, rabiscados como de uma criança, plantas, flores e árvores misturados às pessoas, aqui também não há distinção ou hierarquia, pois para Ishigami, tanto o homem, o edifício e a planta estão num mesmo patamar de importância.

Em seu projeto Small Island, Ishigami nos conduz para um exercício profundo de seu pensamento, propondo um urbanismo sem ruas, apenas ilhas de formas diversas, minúsculas, grandes, ovais, disformes; cada uma com tipos de vegetações e habitações diferenciadas, misturadas a ponto de serem um só e único ambiente arquitetural. O que prevalece aqui não é tanto a ausência das referências de loteamento e circulação por vias, mas sim a do imbrincamento estético e ético entre o homem e o ambiente, propondo outros modos de morar.

E no projeto T-House, o arquiteto projeta o mesmo sentido de ambiguidade espacial, mas numa típica habitação de dimensões pequenas. Para Ishigami, o projeto seria como estar numa pequena floresta, rica em sua diversidade paisagística, e o morador estaria totalmente imerso nesse ambiente. Podemos perceber suas intenções levadas quase às últimas consequências entre arquitetura e a natureza, pois as funções tais como quarto, banheiro, espaço de jantar ficam soltos em edifícios separados no terreno, interligados apenas pelas gradações e densidades de plantas,  flores e texturas.

Obviamente que ainda é prematuro afirmar a importância da obra e pensamento destes promissores arquitetos para o mundo da arquitetura. Em um mundo cuja palavra de ordem é a obsolescência, resta sim, um conjunto de inovadoras ideias para um pensamento ético e estético na arquitetura que compreende a natureza fugidia e ambígua do mundo contemporâneo.

Kanagawa Institute of Technology. Junya ishigami. foto por naoya fujii

 
junya ishigami. Kanagawa Institute Technology.


sou fujimoto

links de interesse

Site arquiteto Junya Ishigami. http://www.jnyi.jp

Mais imagens bucar no FLICKR.

maquetes da Wooden House e da N house.

referências bibliográficas

FUJIMOTO, Sou. Primitive Future. Contemporary Architects Concepts Series, vol 1. Inax Publishing, 2008.

Revista 2G, n. 50. Sou Fujimoto, 2009.

ISHIGAMI, Junya. Small Images. Contemporary Architects Concepts Series, vol 2. Inax Publishing, 2009.

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Respeitoso, correto e integrador. – Museu do Pão, Ilópolis – RS

maio 3, 2010 by Marcus Pereira  
Filed under CONTEMPORÂNEO, NACIONAL

 

  

Museu do Pão, localizado em Ilópolis.

  

Localizado em Ilópolis, cidade pouco conhecida do interior gaúcho, o prédio em concreto e vidro, é ligado a um moinho de madeira inaugurado em 1930, respeitando e integrando, sem deixar de ter sua marca própria no edifício que abriga o Museu do Pão e a Escola de Panificação.  

 

Antigo e Contemporâneo, em plena harmonia.

   

 O projeto é  do Brasil Arquitetura, que tem como sócios os arquitetos Francisco Fanucci e Marcelo Ferraz, conferindo-lhes o prêmio Rino Levi, conferido pela IAB/SP 2008 e o prêmio Rodrigo Melo Franco de Andrade, promovido pelo IPHAN, na categoria preservação de bens móveis e imóveis, chegando a chamar a atenção de um dos principais críticos de arquitetura do mundo, Josep Maria Montaner. 

  

Os moinhos possuem formas simples e diretas.

   

  

Esses moinhos possuem formas simples e diretas, praticamente puras, nisso se encaixam muito bem ao lado arquitetura contemporânea. Desse modo, o edifício contemporâneo não se omite nem tampouco se sobrepõe, um completando o outro.  

Passarela interligando o antigo e o contemporâneo.

O conjunto reúne um módulo de concreto e vidro, que é elevado do chão, integrando o espaço com objetos e instrumentos usados nos moinhos, painéis sobre a história dos prédios e um pequeno auditório ligado por uma passarela ao antigo moinho de madeira com cobertura inclinada.

 

O módulo de concreto e vidro, que é elevado do chão.

“A italianada estranhou no começo. Era uma estrutura muito nova para a cidade. Mas agora já virou ponto turístico” 

Ismael Rosset, funcionário da instituição. 

Objetos e instrumentos usados nos moinhos e painéis sobre a história dos prédios.

  

 

  

  

  

  

  

A Escola de Panificação que segundo os arquitetos, funciona como um coração do organismo vivo que é o museu, encontra-se em uma nova estrutura retangular, ligada ao antigo moinho. O moinho conta com os equipamentos de moagem funcionando normalmente e são ativados a pedido dos visitantes. 

Escola de Panificação

  

  

  

  

  

  

  

“Imaginamos um museu vivo, não pode se ater somente à exposição. Então, criamos uma oficina de panificação, que é o coração do museu.” 

Marcelo Ferraz, arquiteto do projeto. 

Abaixo segue um video feitos por alunos do curso de Arquitetura e Urbanismo da Feevale da sua visita ao Museu do Pão em Ilópolis.

Museu do Pão – Ilópolis/RS

Fotos: 

Nelson Kon 

Fontes: 

http://www.revistaau.com.br/arquitetura-urbanismo/168/brasil-a-celebracao-da-madeira-73550-1.asp Acesso em 09/04/2010. 

http://brasilarquitetura.com/projetos.php?mn=7&img=001&bg=img&mn2=92 Acesso em 09/04/2010. 

http://www.obra24horas.com.br/materias/index.cfm?fuseaction=dsp_materias_exibir&materia=814 Acesso em 09/04/2010. 

  

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Casa Paraty . Marcio Kogan

abril 30, 2010 by Fernanda Rizzatto  
Filed under CONTEMPORÂNEO, NACIONAL

Como os projetos de Marcio Kogan resultam na maioria das vezes em caixas e ortogonalidade, a Casa Paraty não foi diferente. Localizada no Rio de Janeiro,  a Casa Paraty tem o seu acesso somente por barco.

 

 

Sensação que a grande caixa de concreto está flutuando em meio a Mata Atlântica e a outra caixa se apoiando levemente; Na verdade a casa possui um balanço de 8 metros e está “encostada” na montanha;

  

Logo na sua entrada , encontra-se uma banheira e uma piscina bem próximas ao mar e que se confundem com ele pois são revestidas com pedras brasileiras dando uma tonalidade à água. Segue as fotos abaixo.

Ligando a área da piscina com o interior da casa existe um ponte metálica sobre um espelho d’água dando numa escada para o acesso à primeira caixa,  com uma extensão de 27 metros, ela possui uma abertura, em uma parte com janelas de vidro de correr, a outra parte é aberta (varanda) essa abertura têm uma visão para o mar. Os ambientes da “primeira caixa” são o de estar, refeições e a área de serviço.

A janela de vidro toda aberta;

A cozinha também possui uma grande abertura, tendo uma boa iluminação natural e ventilação;

  

Na área de estar estão a coleção dos móveis modernos do casal proprietário da casa.

Na foto a cima dá para ter uma boa visualização da relação interior e exterior;

Passando para a segunda caixa (pela mesma escada do térreo) encontra-se os dormitórios,  os quais sua vedação foi feita por ripas de eucalipto. Nas coberturas das caixas possuem terraços que servem como mirante e cultivo de plantas.

Caixa de vidro cercando a escada;

As três fotos à cima mostra a textura do concreto e o terraço;

Vista de um dos terraço para o mar;

Fachada

Corte

Prêmios:

(informação do site do arquiteto)

 

Fotos:

Nelson Kon

Fontes:

http://www.arcoweb.com.br/arquitetura/marcio-kogan-residencia-paraty-09-11-2009.html

http://estilo.uol.com.br/ultnot/2010/01/20/casa-premiada-de-marcio-kogan-tem-concreto-armado-aparente-em-natureza-quase-intocada.jhtm

http://imoveis.estilors.com.br/2009/11/01/conheca-a-linda-casa-de-parati-de-marcio-kogan-arquitetos/

http://www.marciokogan.com.br/

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Fazendo uma “nova antiga perdida” Amizade!

abril 23, 2010 by Wellington Gasques  
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Φ … Gostaria por meio desse “post” chegar ao equilíbrio, onde mobiliário e arquitetura não tivessem que usar armas, e sim obter uma “beleza unida”. Vejo todos os dias plantas de uma variedade incrível de construções, onde desenvolvo mobiliários em todos os tipos de ambientes. Sinto-me triste em poder afirmar que, 90% das plantas que chegam as minhas mãos não têm um planejamento adequado para o seu futuro morador.

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“Experimentar um Museu” – Museu do Século XXI. SANAA

abril 15, 2010 by Talita Tiemi  
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O Museu do Século XXI de Arte Contemporânea em Kanazawa, Japão, projetado pelos arquitetos Kazuyo Sejima e Ryue Nishizawa do escritório SANAA, cria uma nova maneira de se “experimentar um Museu”.

O Museu é pensado para provocar sensações em seus visitantes, num desejo de explorar a interação dos mesmos com os espaços.

A organização das brancas galerias e o uso dos panos de vidro criam uma transparência e leveza ao projeto, gerando uma relação entre o exterior e o interior em um jogo de vistas. Essa transparência faz com que o museu promova uma harmonia com o entorno, como se pudesse passar por despercebido, e provoca em seus visitantes a sensação de co – existência e coletividade.

A organização e as dimensões das galerias baseiam-se no conceito de cadeias de ilhas, e as mesmas tem proporções que variam de 4metros à 12 metros. As galerias que não recebem iluminação solar direta, possuem tetos de vidro.

 

A área de exposições se adapta a qualquer tipo de atividade a ser realizada no museu, pois a união das varias galerias com os espaços de circulação proporcionam flexibilidade.

O edifício não tem fachada nem entrada principal, por isso seu formato é circular, com um diâmetro de 112,5 metros, com vários pontos de entrada.

O projeto inclui espaços como uma biblioteca, sala de conferências e workshop para crianças, direcionados a comunidade.

Os visitantes podem escolher por onde querem caminhar no museu, proporcionando uma sensação de liberdade. 

“O que fizemos em Kanazawa é leve, aberto. O espaço pode transbordar ou dar um passo adentro, há uma relação flexível”

RYUE NISHIZAWA

VÍDEOS

 Museu do Século XXI. SANAA – Parte I

Museu do Século XXI. SANAA – Parte II

Créditos

http://www.kanazawa21.jp/en/04event/index.html

http://www.arcspace.com/architects/sejima_nishizawa/century_museum/century_museum.html

Imagens: 

http://www.kanazawa21.jp/en/04event/index.html

http://www.fastcompany.com/1599496/sanaa-ryue-nishizawa-and-kazuyo-sejima-win-the-pritzker-prize

http://www.e-architect.co.uk/japan/jpgs/kanazawa_sg310309_sanaa.jpg

http://www.flickr.com/photos/abakane/974300948/sizes/l/in/set-72157601137342440/

http://www.flickr.com/photos/abakane/sets/72157601137342440/

http://s3files.core77.com/blog/images/2010/01/21st-Century-Museum-of-Contemporary-Art,-Kanazawa-thumb-480×204-1475.jpg

 

 

 

 

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Para que mudar de casa? Mude sua Casa! TIC TAC House

abril 13, 2010 by Natanael Guimarães  
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Adeus tédio! A tic Tac House é uma casa conceitual, criada para que possamos  dar de vez um “adeus” aos espaços fixos dos nossos modelos de residência tradicional.
 

Projetada pelos amigos arquitetos do escritório FGMF (Forte, Gimenes e Marcondes Ferraz), á pedido da conceituada revista britânica Wallpaper para seu anuário 2009, onde destaca os 30 mais promissores escritórios de arquitetura e onde pela primeira vez um escritório brasileiro ganhou destaque.
 

Vamos ao projeto
 

A casa possui  cinco módulos, sendo eles  um fixo e os outros quatro móveis. Compacta ela possui  70m².
 


 

O módulo central é fixo, onde se localiza toda a parte hidráulica da casa, ou seja, área de cocção e higiene.
 

Os demais módulos se movimentam através de trilhos podendo formar diversas configurações.
 


 


 

De acordo com sua configuração a casa pode ocupar de 70m² á 400m² tamanho total de sua superfície.
 

Ela também possui uma estrutura pergolada sobre um grande pórtico que se movimenta de um lado á outro da casa, conforme sua necessidade e nova configuração, através de rodízios presos a estrutura que deslizam pelos trilhos.
 


 


 


 


 

 Maquete virtual.
 


 


 


 

Maquete física.
 


 


 


 


 


 


 


 


 

Uma ótima sacada,  “Ela manifesta a necessidade constante de mudança: ninguém age da mesma maneira na parte da manhã, tarde ou noite.  Ninguém ainda reage da mesma forma para diferentes estações do ano … então por que nossas casas são sempre as mesmas? “, explicam os arquitetos.
 

Créditos:
 

imagens capturadas do site do FGMF

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A casa das duas paredes – Forte, Gimenes & Marcondes Ferraz

abril 9, 2010 by Victor Nakabashi  
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Imagem de fora, nota-se o muro e a relação da casa com o verde

A casa das duas paredes projetada pelos arquitetos Forte, Gimenez e Marcondes, destaca-se pela simplicidade conceitual e estrutural. Mesmo sendo um projeto simples, mas ao mesmo tempo muito interessante e bem pensado, a ideia dos arquitetos era integrar a casa com o local e que a casa tivesse uma ótima relação com o meio ambiente, a casa foi pensado por meio da topografia.

A grande preocupação dos arquitetos é manter o conforto térmico, sempre agradável para os moradores da casa, por isso, a casa apresenta muros verdes em suas laterais, que não tem apenas a função de muro de arrimo, possui outras funções, como canalizar o ar, expandir as condições de ventilação e também a função de proteção dos raios solares, esses muros são os que sugerem o título para esse projeto.

Imagem por cima a noite, observar os espaços vazios e a quantidade  de vidro utilizado no projeto

Imagem de cima a noite, nota-se muito vidro no projeto e os espaços vazios deixados pelos arquitetos

Imagem do interior da casa, mostrando a relação interior x exterior

É uma casa bem arejada que utiliza bem o paisagismo. E sua divisão é bem elaborada, a residência é dividida em três níveis, o primeiro, o nível mais baixo encontra-se um espelho d’água com plantas e árvores, o segundo, intermediárias são onde se encontram três pequenos volumes, a sala, cozinha e quartos totalmente envidraçados e por fim os espaços abertos entre esses volumes, onde surgem árvores e onde se pode contemplar uma bela vista. 

Enfim, é um programa simples que apresenta uma solução muito interessante, a localização da casa, as reentrâncias, os pontos cegos são pequenos detalhes que dão uma grande diferença no projeto final e esses detalhes que fazem com que o morador se sinta bem, confortável e ao mesmo tempo integrado com o meio ambiente. 

Pavimento superior

Pavimento térreo

Implantação

fonte:
http://www.fgmf.com.br

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Great Bambu Wall. Kengo Kuma

 

 O projeto faz parte de um programa construtivo implementado em 2002, criando uma comunidade de doze casas e um clube em uma floresta junto a Grande Muralha da China, com a participação dos arquitetos mais conhecidos da Ásia, em especial Kengo Kuma. 

 

  

 

O arquiteto Kuma projetou GREAT BAMBU WALL se inspirando na arquitetura oriental, trazendo a modernidade, em que se concentram novos materiais leves e naturais para obter um novo tipo de “transparência”. Dessa forma, o arquiteto trabalha com a modulação de luz e sombra.

        

   Kengo Kuma foi inspirado também pela forma que a Muralha da China tem, diz ele que foi atraído pelo seu percurso, com a idéia de integração do projeto com a Muralha e  o entorno, tudo se  trasformando em uma única coisa.

           

                                                            

  Bambu, papel de arroz, ardósia e vidro são os materiais ultilizados no projeto. Com Bambus foram erguidas as paredes, posicionando-os lado a lado em intervalos variados, servindo como um filtro para a iluminação externa. No interior do edifício, o Bambu se integra também nas escadas, mas em algumas partes é mais protegido,  preservando, co  isso,  a privacidade. O piso de Ardósia “prende” a casa ao chão, ele usou  propositalmente a ardósia pois ela dá a ideia de água que reflete a imagem externa e interna da casa.

              

              

                

Construído em terreno ondulado, tem ripas de bambu que pode ser parcialmente abertas e fechadas para controlar a luz solar. É uma estrutura formada basicamente de vidro e bambu chinês.

                            

FONTES E FOTOS:

www.inhabitat.com/2006/02/26/great-bamboo-wall/

Photography © Satoshi Asakawa

www.materialicious.com/…/kengo-kuma-designs-the-great-bamboo-wall-house-in-china.html

www.youtube.com/watch?v=xBoeWBdLOCA

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Casa Gertopan. Javier Corvalan

abril 6, 2010 by naiami  
Filed under CONTEMPORÂNEO, INTERNACIONAL, PROJETO

Arquiteto: Javier Corvalan_ Laborátorio de Arquitetura

Equipo de Proyecto: Arq. Ma. Gloria Gutierrez  e  Arq. Sonia Carisimo

Local: Assunção, Paraguai

Residência  unifamiliar

Superfície de terreno: 294 m²

Superfície construída: 199 m²

Ano do projeto: 2007

Ano de construção: 2007

Fotografia: Leonardo Finotti

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Rolex Learning Center – SANAA

Imagem por Hisao Suzuki

Local:  Lausanne
Função: Cultura, Educação, Biblioteca
Data de Término:  2010
Área  14375 m2
Arquiteto     SANAA                                                                                                                                           Contratante: Losinger Construction
Cliente: Ecole Polytechnique Fédérale de Lausanne
latitude/longitude     46°31′06N 06°34′03E (Switzerland)

Imagem por Tim Tom

Construído no campus da EPFL ( Ecole Polytechnique Fédérale de lausanne,  funcionará como um laboratório para o aprendizado, com uma biblioteca com 500.000 volumes e um centro cultural internacional aberto ao público.

Planta

Planta

Com espaço de 20.000m² oferece uma extensa rede de serviços, bibliotecas, cafés, espaços sociais espaços de estudos e restaurantes e pátios ao ar livre, é um edifício inovador com declives suaves e terraços ondulados em torno de uma série de pátios internos, com apoios quase invisíveis para suportar seu telhado curvo. O edifício é retangular em planta mas devido ao formato e movimento alcançado pelo piso e pelo ele parece ser mais orgânico, o toque do edifício no terreno em alguns pontos, deixando espaço permeável nas ondulações, é um convite aos visitantes para entrarem e

Corte

aproveitar do ambiente comum. Os acessos aos pontos altos ou baixos conseguidos devido as ondulações não são feitos pelos elementos tradicionais como escadas e rampas mas pela inclinação conseguida pelos declives do projeto auxiliando que se chegue as partes mais altas sem

dificuldades, os espaços não possuem nenhum tipo de barreira visual ou física uma vez que  não há

Imagem Tim Tom

Imagem por Cyrille Thomas

Imagem Por Cyrille Thomas

divisão entre os ambientes e a vedação é feita por panos de vidro, a divisão de um espaço acontece onde o outro termina provocando uma integração múltipla entre as diversas atividades realizadas no espaço e respeito pelo espaço alheio.

As zonas de silêncio do edifício com necessidade acústica como a do auditório são separada através das mudanças de altura. A topografia se presta

Imagem Por Cyrille Thomas

perfeitamente as necessidades do projeto, os pátios em formas levemente circulares são responsáveis por assegurar a integração social assim como a relação de ligação visual interior – exterior.

EPFL Rolex Learning Center designed by SANAA no you tube

Imagem por Cyrille Thomas

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4×4 – TADAO ANDO

março 29, 2010 by BOCCHI  
Filed under CONTEMPORÂNEO, INTERNACIONAL, MODERNO, PROJETO

Casa 4×4
Local: Kobe, Japão
Arquitetos: Tadao Ando Architect & Associates
Engenheiro Estrutural: Ascoral Engineering Associates
Empreiteira: NAKATAConstruction
Área do Terreno: 65.42m2
Área Construída: 22.56m2
Área Total: 117.79m2
Estrutura: Concreto armado; 1 Porão e 4 Pavimentos
Principal Uso: Residência particular
Data de término: Março, 2003

O projeto da casa 4×4 de Tadao Ando deu-se por meio de um concurso da Revista Japonesa Brutus, as pessoas deveriam enviar uma carta com sua opinião sobre os projetos que estavam concorrendo.

Como as dimensões dos pavimentos são pequenas, cada pavimento tem uma função; o primeiro pavimento é a entrada, o segundo pavimento consiste de um quarto, o terceiro pavimento é de estudos e o quarto pavimento é a sala e a cozinha com uma vista incrível para o estreito de Akashi, a maior ponte suspensa no Japão, e em frente à ilha Awali.

Esse projeto teve início nos sonhos de Tadao, e ele diz:

“Realmente, temos de levar muito a sério os sonhos.”

Concretizando-se assim a casa, o sonho e um concurso.


Créditos: http://ffffound.com/image/e886ee1d7dbf68160e1b1a8524b87ccfc0c05d65?c=2979088

http://www.japan-architect.co.jp/english/2maga/ja/ja0052/work/work.html

http://www.galiciacad.com/info/info.php3?idbcad=1358

http://da-beer.blogspot.com/2008/02/4×4-house-by-tadao-ando.html

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“final wooden house”- canção para dia de música

março 29, 2010 by joseluiz  
Filed under CONTEMPORÂNEO, ESTRUTURA, PROJETO

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Residência do City Boaçava.

março 27, 2010 by Elaine Siveti  
Filed under CONTEMPORÂNEO, ESTRUTURA, NACIONAL

Residência do City Boaçava.

A residência localizada no bairro City Boaçava em São Paulo, projeto do escritório MMBB Arquitetos, os arquitetos portanto tinham que solucionar a demanda de grandes espaços em terreno relativamento compacto, onde levariam em conta a topografia e as restrições locais.

A residência apresenta duas grandes empenas, de ordem de 15 metros de comprimento de 4 à 6,5 de altura, onde sinaliza o máximo de ocupação do lote.

Também apresenta balanços de cerca de 6 metros na direção das fachadas, posicionados centralmente nas empenas, com distância de 5 metros entre si, apresenta também 4 pilares redondos, dois em cada empena, contudo forma se um volume conciso de concreto, que parece flutuar sobre o térreo livre, pois os grandes fechamentos não chegam ao solo do terreno em aclive. Na casa do City Boaçava então há uma sutil variação de partido: a geratriz do projeto são as empenas e não o volume que elas conformam.

Esses elementos estruturais criam interessante tensão na percepção de como se sustenta a edificação. Essa qualidade é otimizada pelo fato de o par de pilares frontal estar isolado do convívio social da casa, no piso inferior da garagem, com isso, parece então que todo o volume construído se apóia apenas em dois pontos estruturais.

O propósito do projeto era justamente isolar a residência em seu entorno imediato, os arquitetos conseguem isso quando construído grandes abas laterais onde ela conformam sob a laje de piso do pavimento superior, pois elas acabam minimizando a percepção da existência de edificações vizinha, também entra em cena o pátio central e descoberto, que setoriza os espaços frontal e posterior da moradia, concluindo trata se de uma super abertura entorno do qual estão organizados, no pavimento superior, os setores íntimos transversais e uma grande sala longitudinal.

É interessante notar na casa do City Boaçava, que o posicionamento desalinhado das escadas dão acesso ao piso superior  e á cobertura, onde apresenta um espelho d`água contínuo e um grande deque de madeira.

térreo com destaque para o balaço estrutural, onde mostra também os brises horizontais de proteção.

Detalhe de transpasse da empena em relação à laje do piso superior.

As escadas ocupam visualmente o espaço do pátio aberto, dando acesso assim para o subsolo, o pavimento superior e a cobertura.

Cobertura com vista para os detalhes do deque e do espelo d`água , onde salienta visualmente o pátio central e os corrimãos.

Plantas e Cortes.

Ficha técnica

Residência Unifamiliar
Local – Cidade São Paulo, SP
Início do projeto – 2004
Conclusão da obra – 2008
Área do terreno – 480 m2
Área construída – 300 m2
Arquitetura MMBB Arquitetos – Fernando de Mello Franco, Marta Moreira e Milton Braga (autores); Ana Carina Costa, Marcelo Maia Rosa, Márcia Terazaki, Marina Acayaba, Marina Sabino e Thiago Rolemberg (colaboradores)
Estrutura – Companhia de Projetos
Instalações elétricas e hidráulicas – MBM
Construção – Bremenkamp
Fotos – Nelson Kon

Sites de Pesquisas- www.mmbb.com.br

www.arcoweb.com.br

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